quarta-feira, 31 de julho de 2013

MERCANTILISMO



POR: ADEILSON ODORICO SILVA
Segundo o novo dicionário Aurélio o mercantilismo é a “doutrina econômica, em voga no século XVII, que enfatizava a importância do comércio exterior para a economia de um país, e que defendia a ação do Estado em favor da expansão das exportações e de seu monopólio por companhias de comércio, e da restrição às importações”.
O mercantilismo buscava fortalecer o estado e assim enriquecer a burguesia. Podemos destacar no mercantilismo o metalismo onde a riqueza de um país era baseado na quantidade de metais que possuía.
O professor Antonio Gasparetto Junior destaca, que
“três medidas básicas faziam parte do Mercantilismo, eram elas: o bulionismo ou metalismo, o colbertismo ou balança comercial favorável e o mercantilismo comercial e marítimo. A primeira delas é a base maior do Mercantilismo, corresponde ao acúmulo de metais preciosos. A balança comercial favorável é também chamada de colbertismo. Recebeu este nome por causa do ministro de finanças franças de nome Jean-Baptiste Colbert, o qual foi o principal impulsionador das ideias mercantilistas em seu país e permaneceu 22 anos à frente das práticas econômicas na França. A medida que também recebeu seu nome caracteriza-se por fazer com que o Estado exportasse mais do que importasse, mantendo, assim, a chamada balança comercial favorável. Por fim, o mercantilismo comercial e marítimo refere-se à aposta feita pelos Estados Nacionais europeus no acúmulo de riquezas provenientes do comércio marítimo. As grandes navegações impulsionaram grandes capacidades comerciais, permitindo comprar, vender e negociar produtos em diferentes lugares, proporcionando o aumento de escalas na economia”.


As principais características do mercantilismo são:
1.      A troca de mercadoria por dinheiro;
2.      Acumulo de mateis preciosos;
3.      Incentivo do governo no desenvolvimento das industrias;
4.      A criação de medidas pelo governo para dificultar a entrada de produtos de outros países (Protecionismo Alfandegário);
5.      Criação de pactos comerciais para obter mais lucro;
6.      O esforço dos países exportar mais do que importar
7.      A riqueza de um pais também estava relacionado na quantidade de colônias que ele possuía.
Esse regime teve sua contestação a partir da segunda metade do século XIII e sendo substituído pelo Liberalismo.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICA:
FERREIRA, Aurélio B. de Holanda  Novo dicionário Aurélio. 3º Edição eletrônica. Editora Positivo, 2004.
ALBUQUERQUE, Camila. Características do Mercantilismo Disponível em: http://www.estudopratico.com.br/caracteristicas-do-mercantilismo/. Data de acesso 31 de julho de 2013.
JUNIOR, Antonio Gasparetto. Mercantilismo Disponível em: http://www.infoescola.com/economia/mercantilismo//. Data de acesso 31 de julho de 2013.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

VERSÃO INGLES: Unemployment Urban and Rural his Face

     
RESENHA
PINHEIRO, Zairo; SILVA, Silvio Simione da; CORREIA, Castelo Branco (orgs). Desemprego Urbano e sua Face Rural. Curitiba: Editora CRV, 2012, p. 09-20; 45-55; 71-89.
The book presents an overview of the migration process in Latin America, analyzing the drivers of mobility of skilled labor and the consequences that this mobility can provide. The context of the book describes the main reasons for the migration of the peoples of Latin America, the rural-urban and urban-rural, and has also some consequences of this process that led to shortages population of a given area (rural) and overcrowding of other ( urban).
            
In the early part of the book, the author presents some of the key drivers that triggered this mobility, which stands out among others, the need for arms to work in newly created agricultural enterprises, which gradually replaced the way of life of the indigenous population the socio-political changes that affected the structures of organized societies, and the need to replace the arms (hand labor) due to the decimation of workers by tropical diseases, inadequacies and other climatic factors.
            
Due to the migration of population from rural areas to the cities, there was a population imbalance that resulted in the shortage of labor in the primary sector (comprising from agriculture, livestock other activities that provide raw materials to other production sectors), and the overcrowding of skilled labor in the tertiary sector (industry, transport, and other services), whereas the availability of people to work in the tertiary sector often do not meet the needs of the labor market, whereas people leaving the countryside to the cities in most cases has no expertise to carry out such activities that the labor market offers. Another consequence of overcrowding is the urban sprawl of cities, expanding its area without any planning due to the speed of growth and is indebted in providing basic infrastructure for the welfare of the population, especially in the outlying areas, leaving the desire in some features, such as sanitation, transportation, education, etc.., resulting in a precarious way of life of the people who inhabit these certain areas. The author also presents some situations in which people migrate from the countryside to the city, but still work in the countryside and the people who migrate from the city to the countryside, but still work in the city, he said being in space, but out of place.
            
The parts of the book from which were extracted the above information addresses the issue of migration and its consequences, presenting coherently and objectively, providing a clear view on the matter, characterizing the book as essential for those who want to better understand the drivers of migration process and diversity effects can initiate this process.
            
Fabio Alves Jorge Silva Adeilson Odorico, Neriane Rios Souza, Maílson Ferreira da Silva, students of history, I Period, Federal University of Rondônia-UNITE, Campus Rolim de Moura-RO.

Desemprego Urbano e sua Face Rural



RESENHA
PINHEIRO, Zairo; SILVA, Silvio Simione da; CORREIA, Castelo Branco (orgs). Desemprego Urbano e sua Face Rural. Curitiba: Editora CRV, 2012, p. 09-20; 45-55; 71-89.
            O livro apresenta uma síntese do processo migratório na América Latina, analisando os motores da mobilidade de mão-de-obra e as consequências que esta mobilidade pode proporcionar. O contexto do livro descreve os principais motivos da migração dos povos da América Latina, do rural-urbano e do urbano-rural, e apresenta também algumas consequências desse processo que levou a escassez populacional de uma determinada área (rural) e a superlotação de outra (urbana).
            Na parte inicial do livro, o autor apresenta alguns dos principais motores que desencadeou essa mobilidade, que, destaca-se entre outros, a necessidade de braços para trabalhar nas recém-criadas empresas agrícolas, que substituiu aos poucos o modo de vida da população nativa, as mudanças sócio-políticas que afetaram as estruturas das sociedades organizadas, e também a necessidade de repor os braços (mão-de-obra) em virtude da dizimação de trabalhadores por doenças tropicais, inadaptações climáticas e outros fatores.
            Devido o processo de migração da população da zona rural para as cidades, houve um desequilíbrio populacional que resultou na escassez de mão-de-obra no setor primário (que compreende desde a agricultura, a pecuária a outras atividades que fornecem matéria-prima a outros setores de produção), e a superlotação de mão-de-obra no setor terciário (indústrias, transportes, serviços e outros), considerando que a disponibilidade de pessoas para trabalhar no setor terciário quase sempre não atendem as necessidades do mercado de trabalho, considerando que as pessoas que saem da zona rural para as cidades na maioria das vezes não possui nenhuma especialização para realizar tais atividades que o mercado de trabalho disponibiliza. Outra consequência da superlotação do urbano é o crescimento desordenado das cidades, que expandem sua área sem nenhum planejamento devido à velocidade de crescimento e fica em debito no oferecimento de infraestrutura básica para o bem estar da população, principalmente nas áreas periféricas, deixando a desejar em alguns recursos, como: saneamento básico, transporte, educação, etc., resultando num modo de vida precária das pessoas que habitam essas determinadas áreas. O autor apresenta ainda algumas situações em que as pessoas migram do campo para a cidade, mas continuam a trabalhar na zona rural e de pessoas que migram da cidade para o campo, mas continuam a trabalhar na cidade, estando segundo ele, no espaço, mas fora do lugar. 
            As partes do livro das quais foram extraídas as referidas informações aborda a temática sobre migração e suas consequências, apresentando-se de forma coesa e objetiva, proporcionando uma visão nítida sobre o assunto, caracterizando o livro como essencial para quem deseja compreender melhor os motores do processo de migração e a diversidade de consequências que este processo pode desencadear.
            Fabio Alves Jorge, Adeilson Odorico Silva, Neriane Rios Souza, Maílson Ferreira da Silva, acadêmicos do curso de Historia, I Período, Universidade Federal de Rondônia-UNIR, Campus Rolim de Moura-RO.

ALEXANDRIA




O filme Alexandria, no original Ágora, laçado em 2009, escrito por Alejandro Amenábar e Mateo Gil, dirigido pelo próprio Alejandro, relata um período da história de Alexandria, ressalta também a história da filosofa e professora Hipátia no Egito entre 355 e 415 d. C..
Neste período o Cristianismo ganhou grande força em Alexandria.
Hipátia ensinava astronomia, matemática e filosofia na escola de Alexandria.
Entre seus alunos estava Oreste que era apaixonado por ela. Assim como o seu próprio escravo, Davus. Entre os alunos esta também, Sinesius, que era convertido ao cristianismo.
Em Alexandria o afloramento religioso estava em evidência. A população idolatra que ali residia tinha certa aversão ao cristianismo, levando ao ponto de intolerância.
Essa intolerância acometeu uma grande revolta, onde os idolatras são expulso da cidade e o cristianismo passa a se tornar a principal religião da cidade. Nessa tomada de poder resulta na destruição da grande e famosa biblioteca de Alexandria.
Hipátia e os demais idolatras fogem da cidade por decreto, mais seu escravo adepto do cristianismo, revolve alia-se ao cristão. Davus fica em todo o tempo dividido entre a paixão por Hipátia e ao cristianismo.
Anos após da invasão Oreste se torna prefeito de Alexandria. E Cyril se torna chefe dos cristãos.
Buscando uma suposta moralidade publica os judeus posteriormente, pregava a submissão da mulher nas decisões masculina. Tentando assim sufoca a influencia de Hipátia nas decisões de Oreste.
Mesmo sob fortes pressões, Hipatia não se converteu ao cristianismo. Sendo condenada, com isso, por ateísmo e bruxaria, à pena de morte.
O filme também ressalta o importante papel de Hipátia no campo astronômico. Só depois de vários séculos, que outros cientistas conseguiram descobrir o que Hipátia já tinha descoberto em seu tempo.
Este filme é de grande valia para todos aqueles que queira aprender um pouco mais sobre o comportamento humano.

Entre a palmatória e a moral. Revista Nossa História.



LEMOS, Daniel Cavalcante Albuquerque de. Entre a palmatória e a moral. Revista Nossa História. São Paulo, nº 13, SP: Ed. Veraz Cruz, Janeiro de 2005, p. 80-82.
O autor, demostra no artigo publicado na revista nossa história, a lentidão do fim do castigo físico e os intensos debates entre educadores, médicos e pais de alunos.
Lemos escreve seu artigo de forma direta, sendo assim, não contendo subdivisões.
Ele descreve, que os castigos físicos nas escolas só começa a ser questionado a partir da segunda metade do século XIX. Onde iniciaram intensos debates entre professores, educadores, funcionários do estado, pais de alunos e os chamados médicos higienistas.
Nesse debate, os médicos higienistas defendiam novos regulamentos escolares, onde, instruía uma relação civilizada entre mestre, funcionários e alunos.
O artigo demostra também que o regulamento de 1854, promove mudanças nas regras anteriores, estabelecendo no lugar dos castigos físicos, punições morais. Demonstrando também, a resistência dos pais e professores em aderir as novas regras.
O tema passou a fazer parte do processo seletivo de professores, para obter, melhor êxito na implantação do novo modelo.
O autor relata alguns fatos, demonstrando a lentidão desse processo de transição.
Lemos ressaltou um assunto que marcou a história da educação. Demonstrou que mesmo de uma forma lenta, ocorreu uma revolução no conceito de educação no nosso país.
Essa obra é de grande importância para educadores.
Daniel Cavalcante de Albuquerque Lemos é mestrado em educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Adeilson Odorico Silva, acadêmico do curso de História na Universidade Federal de Rondônia, Campos de Rolim de Moura – RO.